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Tema bom esse para entender de vez que tenho ainda longos passos a percorrer até me aproximar de Buda.
Quer coisa mais arrogante do que cansar das pessoas? Mas é pior do que vocês estão pensando. Não canso de uma pessoa, de um tipo ou algo parecido. Dependendo da época canso de todo o meio em que vivem. Tento entender se isso está relacionado a algum tipo de depressão, a uma TPM talvez (que até pouco tempo atrás eu me orgulhava em não ter).
Vou explicar: Existe época em que até almoçar em um restaurante sozinha me incomoda. Sentar ao lado de outras pessoas e prestar atenção nas conversas, que são sempre as mesmas, me incomoda a um certo ponto de fazer aquele olhar de desprezo (por dentro claro). Será possível que as conversas são sempre as mesmas, os problemas os mesmos. Pseudo-filósofos tentando confabular sobre o sentido da vida… os tais piscólogos de amigos tentando resolver problemas alheios etc… Nada muda. E me cansa ouvir, o que eu diria que nem sempre são problemas, as vezes as pessoas também falam sobre coisas positivas, mas um positivismo quase que “herbalifiano” (quem conhece um vendedor sabe o que eu falo) resumindo: maçante.
Quer mais arrogância do que fazer este tipo de comentário? Ainda mais vindo de mim que confesso adorar livros de auto-ajuda. Me incomoda sentir o que sinto. Como se eu não me encaixase ao meio, como se eu estivesse acima dessa tal robotização que virou a vida.
Prometo que este é o ultimo desabafo em relação a isso. Por que eu sei, tá! Que um bom Budista não fala mal dos outros, muito menos de uma populção inteira.
Mas precisava escrever sobre isso esperando que algum de vocês (se alguém ler claro) possa talvez simpatizar com o meu problema ou apenas me criticar.
Existe um livro que não sei se é de Freud Reich ou Jung (ou dos três juntos) que fala sobre a teoria das personalidades, em que define alguns tipos de pessoas e suas personalidades, e que nada difere muito daqueles tipos, como padrões. E obviamente (ao meu entender de óbvio) se existem padrões de personalidades existem também padrões de acontecimentos, pensamentos e etc… Então nada mais natural que as histórias se repitam, o que concluo que ao ouvir a mesma história mais de uma vez eu me canse. Será então que presto mais atenção a vida dos outros que deveria? Por que eu me canso e os outros não? (Você sabe que fiz essa pergunta com ar de superior não sabe?? bad girl!!)
Estou particularmente cansada das pessoas do ambiente coorporativo ultimamente. Acho tão forçado aquela busca por conhecimento, o intusiasmo relacionado as áreas em que trabalham como se gostasem mais do trabalho do que da família esperando em casa, da viagem que vão fazer nas férias. Tudo tão visivelmente forçado para fazer os outros acreditarem que estão realmente dispostos a vender a alma para subir na vida.
Qual o problema com o trabalhar para pagar as contas? Ou até mesmo trabalhar por um ideal? Vejo o quanto estas pessoas que trabalham sem empolgação são desprezados por todo o resto. Como se fosse um crime achar alguma outra área da vida mais interessante.
Talvez seja novamente arrogância minha pensar que estas pessoas não possam estar verdadeiramente empolgadas com suas “carreiras”. Mas é que me soa tão pequeno acreditar que somos meras formiguinhas presas a esquemas e padrões que as vezes me cansa.
Ou talvez façamos parte de padrões de meios e eu apenas ainda não encontrei meu meio. Concluindo: eu aqui pensando estar sendo superior e arrogante quando na verdade pode ser que eu sou apenas aquela menina deslocada falando mal daqueles que estão brincando e se divertindo. Como eu queria ser Budista!
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Meu trabalho anterior exigia de mim ir pelo menos uma vez ao mês a Mossoró RN, e para quem conhece sabe que para lá (pelo menos até pouco tempo) não tem vôo. Então íamos para Natal, normalmente a noite e pegávamos a estrada (4 horas, as vezes 5, com o famoso motorista Ximenes) de madrugada. Mesmo depois de reformada é uma estrada bastante perigosa e sempre, mas sempre estávamos atrasados para pegar o vôo de volta Natal-Rio.
Num desses dias de atraso pegamos um mega engarrafamento e ficamos hiper aborrecidos com a possibilidade de perder o vôo. O engarrafamento foi causado por um terrível acidente em que um motoqueiro, um rapaz até bem sucedido resolveu se matar e jogar a moto na frente de um caminhão que pegou fogo. Foi uma cena horrível. A medida que o trânsito fluiu tratamos de acelerar o máximo que podíamos para tentarmos chegar a tempo ao aeroporto. Quando estávamos já a uma certa velocidade, e esbravejando um bocado por estarmos atrasados (graças ao acidente) eis que surge à nossa frente um caminhão desses de carga de animais, capotando, como se fosse de brinquedo. Conseguimos frear a menos de 50 metros de sermos atingidos pelo caminhão. A menina que estava ao meu lado gritava histérica ao ver aqueles cavalos, cada um valendo 20 mil rolando também na pista.
Um minuto a frente, e sem sombra de dúvida, não estaríamos mais aqui.
Teria aquele acidente do rapaz de moto salvo nossas vidas? Estaria esse pobre rapaz em depressão envolvido em nosso destino por algum motivo a ponto dele ter que morrer para impedir esse acidente? Ou será que é tudo tão bem arquitetado que todos estamos envolvidos, algo como uma grande orquestra talvez. Para mim tudo sempre acontece por um motivo, depois desse acidente mais do que nunca aprendi a não reclamar de acontecimentos que consideramos ruins. Nunca sabemos o que esta por vir.
Porém (tem que ter um porém) o que não sei é se o que acontece é na verdade para pagarmos algo que fizemos no passado ou se para nos prepararmos para algo que ainda está por vir. Não sou daquela pessoa super otimista que pensa que tudo vai melhorar como não sou a favor da lei de Murfy, que diz que tudo sempre pode piorar. Acredito que a vida é feita de mudanças, sempre, e que a graça está justamente em não sabermos o que está por acontecer. Assim como momentos ruins vão e vem, momentos bons também virão e são estes momentos bons (que sei que vão chegar) em que penso quando algo ruim acontece. Não me considero nenhuma Polyana alheia aos problemas, e nem acho que tudo necessariamente tem que mudar para melhor, penso apenas que as coisas mudam e com isso podemos contar sempre. É como assistir a um filme em que podemos interagir, mas não modificar o final.
Quanto ao Carma, se ele existe e para que ele serve eu não faço idéia mas é super intrigante quando nos deparamos com uma série de acontecimentos desastrosos, um dia daqueles em que só pensamos em voltar para debaixo das cobertas, um mês daqueles em que o nosso maior desejo é hibernar, ou um ano do tipo em que tudo o que mais desejamos é voltar para o útero da nossa mãe. Adoraria saber qual a lógica que rege isso tudo. Se é que existe uma. Existem dias em que nem você mesmo acredita na quantidade de dificuldade que está passando e na sequência de coisas erradas que se sucedem. Porém como uma boa semi-cética (gostou do semi? tentando evoluir) sempre acabo pensando se estamos pagando algum carma ou se estamos apenas colhendo um reflexo de alguma escolha que fizemos, sem necessariamente estarmos “pagando” por alguma coisa. Seria isso o carma dos céticos? Então aonde se encaixa a frase: O que eu fiz para merecer isso? Daí me lembro que quando estava na moda o famoso jargão: “Ninguém merece” eu sempre era a primeira a dizer: -Ah! Merece! Você não sabe o que fez mas deve merecer!
Sempre acho que se o meu dia está um desastre é por que era exatamente assim que ele deveria estar. E é melhor aceitar. Mas só para não fugir do título e aonde eu quero chegar: me peguei pensando na semana passada (quando comecei a escrever este post) que acontecimentos bons ou ruins são só acontecimentos e que talvez a sensação de que estejamos pagando algum carma seja mero sentimentalismo. Isso talvez poderia explicar o por que de pessoas se suicidarem pela perda de um emprego enquanto outras seguem adiante com a perda de uma vida inteira, casa, família, dinheiro. Seria melhor culpar o Carma e aceitar o que está por vir ou tomar um prozac cada vez que um dia desses aparece? Talvez eu acredite um pouco na roda da vida, em carma etc… De qualquer forma prefiro cuidar dos meus atos bem de pertinho e tentar prever um dia como esse ou quem sabe evitar (sem o auxilio de um remédio, de preferência).
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Acordo todo dia as 5:30 da manhã com o rádio relógio na Transamérica. Começa tocando algo como Naftalina e as 6 da manhã entra um programa independente que se inicia com algumas palavras de auto ajuda daquelas bem resgate ao fundo do poço. Começa assim: Bom dia! Bom dia! Bom dia! Hoje é mais um dia que vai fazer a diferença em sua vida, só vc pode fazer seu dia virar história…. E aí ele começa a falar de pessoas que fizeram história morrendo no dia de hoje, de acontecimentos e fatos que marcaram o dia. Dá aquela sensação de que não tem problema em morrer hoje desde que morra fazendo algo que deva ser lembrado. Aí então entra uma série de notícias irônicas, aí que efetivamente já estou acordada e é a parte que gosto.
Comecei a ouvir este programa por um acaso, e da primeira vez em que ele lançou esse bom dia bom dia bom dia eu mudei, mas acabei voltando e me acostumei com esse programa.
Para todos que me conhecem bem sabem que sou a favor de qualquer tipo de leitura, inclusive estes livros de auto ajuda, até o pior deles. Acho que sempre pode ser útil de alguma forma, nem que seja para tirar apenas uma frase que vá caber em algum momento da minha vida. Pode parecer pequeno falar isso, mas assim como não tenho o menor problema em admitir que gosto de coisinhas fúteis posso dizer que as maiores mudanças na minha vida tiveram um pontapé de livro de auto ajuda.
Realmente essa pessoa que me fala pela manhã raramente me diz algo que posso aproveitar, pelo menos foi o que pensei. Mas foi aí então que me lembrei que por mais desprezo que posso ter ao acordar das palavras desse “Ser” cheio da boa vontade e ânimo ( que deve acordar as 3:30 da madrugada para fazer este programa) esqueci de algo que acredito e que realmente passa desapercebido: a tal PNL (Programação Neuro Linguistica). E então parei para pensar que poder estas palavras, que na minha ignorância, eu considero fracas tem afetado o meu dia a dia? Talvez muito mais do que eu tenha percebido, tenho que confessar. Mas não consigo agora com clareza definir o que me fez ser uma pessoa mais otimista, se eu teria evoluido dessa forma devido ao que vem acontecendo em minha vida, ou se realmente este programa me afetou de alguma maneira. Não pretendo deixar de ouvir este programa para fazer este teste (antes que alguém me venha com esta idéia) acho melhor não arriscar.
O que quero dizer com isso tudo ( e se vcs ouvirem este programa vão saber o que quero dizer), é que temos a arrogância de menosprezar o que nos parece fraco, fútil e até ridículo, quando na verdade não temos noção do que nos afeta ou não, positiva ou negativamente no nosso subconsciente.
Hoje pela manhã ele me veio com a frase que deve pertencer a Gandhi ( eu estava c muito sono e não lembro) em que falando de desapego dizia: ” Se você não pode doar o que possui é por que esta coisa é que possui você.” Vou pensar nesta frase e desenvolver, mas no próximo post… Isso vai além da minha capacidade de desapego! Preciso trabalhar isso para fazer justiça ao nome do blog.
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É mais do que suficiente para remoer um sofrimento.
Um dia ainda chego no objetivo que é o de não sofrer por algo que não pode ser mudado, ou algo que pode ser mudado mas corrói a alma, algo que tire o sorriso do rosto ou simplesmente algo que não sabemos como lidar. Enquanto isso pretendo limitar meu tempo para no máximo 3 minutos de sofrimento (ainda não estipulei quantas vezes ao dia).
As pessoas costumam achar que sou pessimista quando lanço a famosa frase: “Aproveita que tudo pode piorar” . Discordo que seja pessimismo, não devemos viver no futuro e sim no presente, e a partir do momento em que sabemos que o presente poderia sim estar pior temos que nos sentir aliviados e minimizar o que acontece. Desculpem, mas acho sim que isso é uma atitude hiper otimista.
Mas a frase que mais gosto e vou adotar de agora em diante foi dita por uma muito querida amiga que mora em Cabo frio, a Mirian. Que disse para minha irmã (Alessandra) que a propósito é uma pessoa que raramente expressa suas fraquezas e sofrimentos. Em um desabafo de uma pessoa que nunca desabafa, e ela foi desabafar logo com a Mirian… tsk tsk tsk a Mirian vira para ela (antes mesmo do desabafo terminar) e solta: “Levanta essa cabeça!! Nunca te vi assim! Pode parar com essa merda!” E então minha prima/irmã engoliu seco, respirou fundo e parou o momento pequeno-desabafo-de-quem-nunca-desabafa que ela estava passando.
Parece cruel, insensível, frio. Mas é só a Mirian e o jeito bola-pra-frente dela. Quem a conhece sabe do que estou falando. Nunca vi alguém desenvolver tantas atividades ao mesmo tempo.
É esta frase que quero adotar. Inconscientemente já a adoto a algum tempo. Sou racional demais para mergulhar em sofrimento. Acho ridiculo sofrer por algo que eu sei que vai passar. Coração partido, perda de emprego, essas chateações corriqueiras, até a mais séria delas, eu me sinto um tanto quanto ridícula gastando tempo com algo que sei que vai passar. Dizem que não é bom represar sentimento, que se torna doença etc… Mas e sofrer? Além de causar mal faz com que percamos um tempo precioso, que poderia estar sendo gasto até assistindo tv (poderia ter dito, passando tempo c quem amamos, brincando c nossos filhos, mas quis dizer que até a coisa mais banal vale mais a pena).
Só para deixar claro a nova política: se o sentimento é de raiva e direcionado a alguém, guarde! Não despejar nos outros sentimentos ruins, por mais certo que você esteja. Sempre existe uma maneira mais suave para dizer as coisas. Tome atitudes ao invés de pensar nelas, atitudes gastam menos tempo do que pensamentos, mas se as atitudes forem ruins, engula-as e as coloque em um cantinho que vc jamais vá olhar e SE RECUSE a pensar no que vc não fez.
Apesar de eu já adotar a tal frase do “Levanta a cabeça e olha para frente!” tenho um fundo melancólico e gosto muito de pensar sobre o problema então fico presa no limbo dos pensamentos entre o “jogar fora” e o “o que é que eu faço agora?”
Hoje já tive meus 3 min. no chuveiro da academia. E vou te falar que até que fiquei orgulhosa da minha evolução devido ao inferno astral que tenho passado. Estou com aquele sentimento de que não está tão ruim assim. Desabei no chuveiro, por 3 min, chorei tudo que podia respirei fundo e fui passar o condicionador. Tenho coisa melhor a fazer!
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Lembro de ter lido uma vez um ditado Budista que dizia “Felicidade é igual a ………….. menos expectativa” . Não me lembro de maneira nenhuma qual era a palavra do meio e sem dúvida essa palavra é a que mais faz falta. Lembro de concordar com esse ditado. Aliás, este ditado faz com que me sinta cheia de fraquezas apenas pelo fato de não conseguir por em prática.
Como viver sem expectativas? Tenho para mim como verdade absoluta que este é o caminho para a felicidade, então tento viver com um post-it colado com esta frase dentro da minha cabeça (apesar de eu nem lembrar da frase toda). Mas o que importa é o conceito e este eu entendo e acredito.
Sabe que eu acho que estava até indo bem com esta fase de não expectativa em minha vida. Mas não sei o que aconteceu.. talvez a cola do post-it foi-se embora e ele caiu. E cá estou eu com esta onda de expectativas me atormentando.
Veja bem, não confunda expectativa (ex.pec.ta.ti.va
sf (lat exspectare+ivo) 1 Situação de quem espera uma probabilidade ou uma realização em tempo anunciado ou conhecido. 2 Esperança, baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas. 3 Estado de quem espera um bem que se deseja e cuja realização se julga provável. 4 Probabilidade. E. de direito: possibilidade de alguém obter vantagens ainda não definidas).
Com ansiedade ( an.si.e.da.de
sf (lat anxietate) 1 Aflição, angústia, ânsia. 2 Psicol Atitude emotiva concernente ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago adquirido especialmente por generalização de estímulos. 3 Desejo ardente ou veemente. 4 Impaciência, insofrimento, sofreguidão.)
São coisas muito distintas e normalmente a expectativa está relacionada a alguém ou alguma coisa. Mas como viver sem ela? Devemos fingir que não queríamos aquilo que não aconteceu? Que nem fazíamos questão. A questão é: não deveríamos querer, é no querer que está a expectativa. E muito menos jogar essa responsabilidade de algo que queremos em outra pessoa.
Mas a expectativa é sorrateira, fingimos que ela não existe e vamos ignorando os acontecimentos não acontecidos e as pequenas coisa que foram deixadas de lado, os pequenos sonhos (que nada mais é do que expectativa disfarçada). E quando menos percebemos damos de cara com ela. Bem ali apertando o peito e enchendo sua vida de uma tristeza que nem ao menos existe . Por que se existe, já virou frustração, e não mais expectativa.
Concordando com este aspecto de que expectativa é algo realmente muito, muito ruim, este post não pode ir para a categoria de inconcordância e inconformidade com o Budismo mas sim para a de algo que eu anseio em mudar na minha vida com a máxima urgência (an.sei.o
sm (de ansiar) 1 Ato ou efeito de ansiar. 2 Desejo veemente. 3 Ambição.). E quem sabe assim ganhar alguns pontinhos em ser uma pessoa mais coerente.
Mas sabe o que mais me incomoda na expectativa, pelo menos nas que eu costumo criar? É o fato de que ela raramente é externada e sempre direcionada a alguém, e funciona como uma pontuação de prova de ensino médio, não importa o quão bem você se saiu nas primeiras provas, por que as provas finais tem peso 4 e se ficar em mais de 3 já está reprovado. Muito complicado não?! Eu não gostaria de estar do outro lado.
Sem dúvida isto é algo que quero mudar, só ainda não decidi se mudo evitando toda e qualquer expectativa ou se apenas vou começar a expor elas por aí em alto e bom som para dar aos outros a escolha de não me decepcionar.
Felicida = ………….. – expectativa. Não lembro mesmo a palavra do meio mas concluo o seguinte.
Expectativa = frustração.
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Lembra que falei que não gostaria de largar minhas futilidades?
Pois é, ontem larguei uma delas… ok, fui obrigada. Por medidas de contenção de gastos diminuí o máximo que pude minha programação da TV a cabo. Mas chorei tanto com o atendente bonzinho que ele ainda me deu um período de degustação de um monte de canais.
O período acabou ontem! Cheguei em casa sozinha (namorado viajando, filho na casa do pai) peguei meu lanchinho e sentei na frente da TV. Me bateu aquela melancolia, não tinha mais meu canal predileto. Não estava triste pela falta de todos os canais de filmes, não não. Era o E! Não estava mais lá. Por mais que eu tivesse repensado esta situação pensei que nunca chegaria este momento.
Eu gosto… gosto sim. Posso admitir isso sem vergonha. E gosto dos programas mais fúteis que possam existir. The girls from the Playboy.. Sunset Tan, Dr Hol….
Não sou fútil, mas gosto da futilidade. Da simplicidade de ser fútil, da falta de compromisso, da ignorância aos assuntos que nos preocupam todos os dias, da inocência talvez até proposital das cabecinhas menos privilegiadas.
Costumo com frequência trocar um telejornal pelas últimas notícias do Big brother (A fazenda é a bola da vez). Globo.com? Entre a coluna da esquerda em que a mulher matou o marido a facadas e a da direita: Gisele e Tom Brady… fico com a Gisele. Sempre!! Passo horas olhando esse casal lindo, Tom e Gisele saindo do restaurante. Tom e gisele na piscina do hotel. Tom e gisele casando!! É crime querer olhar gente bonita, alegre e sorridente? Desculpe se não quero ver o pai que jogou a filha pela janela, o onibus que atropelou a menina, o tiroteio que tirou a vida de uma pobre menina no dia do seu aniversário. Não preciso alimentar meu dia a dia com a tristesa de outras pessoas. Horrível falar isso? Poderia ser comigo? Eu sei. Poderia ser a minha família. Mas me recuso a passar os meus dias felizes com medo de que a próxima seja eu. Se para isto eu tenha que me alienar e me “futilizar” que seja!
Saudades enormes do E! daquelas meninas cor de rosa e seus cabelos bem tratados.
Minha enteada está vindo aí!
Ou como é o nome que se dá para a filha do namorado? Bom, vou escrever enteada, leia-se: filha do meu namorado.
E eu fiz esse papelão de gastar boa parte do meu visa vale em doces e bobagens de menina. Poderia dizer que é para ela se sentir em casa, mas tenho certeza que a mãe dela (que é dentista) não deve ser a favor desse monte de doces em casa. Já peço desculpas adiantado se por um acaso algum dia ela acabar lendo meu blog. Mas veja bem que eu comprei uma escova de dentes também!
Bom, mas o assunto não é esse. Claro que eu quero que ela se sinta bem na casa do pai, mas por trás disso há aquela total insegurança, o medo de não ser aceita e o desejo de que ela queira voltar mais vezes. A vontade de que quando ela volte para casa saia falando de como a tia Su é legal, e que a mãe dela se sinta segura em deixar ela voltar sem me imaginar como uma louca que vai fazer mal a filha dela. Bom.. imaginar que eu sou louca ela já deve, pelo simples fato de eu namorar o ex marido dela. Por que para nós (ex mulheres, ex namoradas e afins..) alguém só pode ser louca por namorar quem nós rejeitamos ou fomos rejeitadas por inúmeros motivos. Conseguimos criar uma gama de defeitos tão grotescos que começamos a duvidar da nossa própria sanidade! Mas no fim, o que é tão defeituoso para outros para nós agora é o que tem de mais perfeito! Mas isso é outro assunto.
Minha enteada. Espero que ela goste do que comprei e não comece a jogar tudo em cima de mim gritando que odeia a nova mulher que anda de mãos dadas com o pai que ela tanto ama. Mas de qualquer forma depois de alguns meses em que meu filho deu todo o show que poderia dar, criou toda dificuldade que um pré adolescente pode criar. Acho que eu mereço o que está por vir.. não importa o que for.
Ah! Nem preciso dizer aonde está a não conformidade em ser Budista certo? Tentando comprar a criança.. Fala sério! Sinto vergonha.. de coração. Mas que se dane! Poderia estar fingindo…
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Vejam que o título está no passado pelo simples fato de que eu não quero deixar de ser consumista e nem abrir mão do meu lado fútil entre outras coisas… sinto muito, por mim mesma.
Sempre fui muito radical quando se trata de religião (a minha religião). Já tentei me interessar por algumas, sem muito me aprofundar confesso. Mas o que acontece é que quando se trata de religião não consigo ser incoerente. Tentei ser católica mas acredito em re-encarnação, tentei ser espírita mas não consegui entender o conceito daquelas almas todas voltando para “bater um papo” , tentei ser evangélica.. é tentei e isso realmente para mim foi meu apse de hipocrisia (estou medindo minha hipocrisia pela quantidade de preceitos que não acredito ok?). Umbanda candomblé e nada. Vou deixar bem claro que não estou julgando religiões, nem muito menos as pessoas que fazem parte delas, sei que ninguém é perfeito e que nem as próprias religiões exigem isso de ninguém, somos acima de tudo seres humanos com falhas e incoerências.
Mas é incrível a minha incapacidade de conviver com minhas falhas quando se trata de religião.
Talvez eu seja agnóstica, mas o que eu gostaria mesmo de ser é Budista.
Não por que eu ache descolado dizer: Sou Budista! Talvez eu ache um pouco ok… Mas o que me atrai mesmo é a filosofia. Nossa! Como é maravilhoso querer se tornar um ser humano melhor. Aqui na terra mesmo, o desapego, a não ostentação e o amor a todos os seres vivos.
Porém novamente, não consigo ser hipócrita… quando eu quero muito ter a melhor TV, um carro muito legal, um Iphone de última geração. E cá para nós, ninguém realmente precisa disso, eu sei que eu não preciso. Mas eu quero! E aí então me acho uma fraude como pseudo budista.
E é para isso que fiz esse Blog.
Eu quero ser um ser humano melhor, chegar o mais perto de um estado de Buda sem sentir remorso por aderir a uma religião filosofia de vida.
Vou estar postando fotos e textos que quase sempre nada vai ter a ver com Budismo, mas sim com o meu dia a dia, apontando os meus erros como pseudo budista e tentando assim me tornar uma pseudo budista menos hipócrita.. ou não.
Acredito que vai servir como uma boa terapia.
