Eu queria ser Budista!


A incredibilidade na instituição
janeiro 26, 2011, 1:26 pm
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Volta e meia penso que deveria fazer parte de alguma instituição budista, aonde aprenderia mais, e principalmente pudesse ficar mais ambientadas com a prática e não somente a filosofia.
Nunca consegui por muito tempo fazer parte de alguma instituição religiosa pois me decepcionava fácil. E as desculpas sempre são as mesmas: Quando há pessoas envolvidas tudo pode acontecer. São seres humanos, com seus erros, egos exacerbados, diferentes pontos de vista etc…
Mas então, aonde estão os líderes que não intervém? Pois então, normalmente são exatamente estes líderes que mais tem problemas com poder.

Bom, ja vinha com essa idéia a bastante tempo, planejando qual templo começar a frequentar e nos benefícios que poderia me trazer.
Fui então fazer uma viagem, (não espiritual infelizmente) uma viagem a trabalho para Manaus. Por acaso minha colega de trabalho já havia durante muito tempo frequentado o Budismo Nitiren. E ao contrário de mim ela estava muito mais ambientada com as práticas, mantras e meditações do que com a filosofia em si. E sempre voltávamos a esse assunto de como seria bom nos aproximar dessa área novamente.
E numa maravilhosa coincidência tivemos nosso hotel invadido por um enorme grupo de rapazes que estavam vindo para um encontro do BSGI.
Conversamos então com um deles, que foi super solícito ao ver que estávamos interessadas em fazer parte de algum grupo.
Gisele ficou conversando com eles enquanto eu observava toda aquela movimentação. Os rapazes todos eufóricos, extremamente empolgados em nos dizer o quanto aquilo era bom, e no quanto nos faria bem. Eu entendo que quando temos algo que nos faz bem queremos compartilhar, demonstrar etc.
Bom, agradecemos ao solicito rapaz e subimos para o quarto. E de uma hora para outra todo aquele meu planejamento de voltar a frequentar uma instituição foi por água abaixo. Fiquei extremamente decepcionada apenas olhando de fora aqueles acontecimentos.
A minha pergunta é: O Budismo não prega o equilíbrio? A não euforia, a não expectativa? Como podemos iniciar algo justamente pensando em como isso irá melhorar nossas vidas? Nos benefícios que iremos ter?
A minha colega já havia me falado do templo que ela frequentava, e que realmente incomodava a ela quando sua orientadora dizia sem parar o quanto a meditação iria mudar sua vida, e que ela devia meditar sempre, e falava disso, segundo ela, com um intusiasmo quase fanático.
Ainda sinto vontade de frequentar algum lugar, parece que chegou o momento em que só a filosofia não está mais me bastando. Sei que tenho que trabalhar isso em mim e aprender a filtrar e tirar somente o que vai me fazer bem. Mas confesso que o meu grande medo é me decepcionar tanto com a religião a ponto de desistir também da filosofia.
Parece que as pessoas estão tão preocupadas em dizer o que frequentam e no que acreditam que esquecem completamente o que prega a filosofia e consequentemente esquecem de viver de acordo com ela. É uma pena.
Espero me surpreender, espero sinceramente encontrar um lugar aonde cobrem das pessoas essa filosofia, meditar é maravilhoso, os mantras são maravilhosos, as homenagens são lindas.
Mas a filosofia… Essa sim vale a pena, e é isso que pode nos mudar, que pode mudar o que está ao nosso redor.

Vou deixar então uma frase de um livro fenomenal que tenho lido: O Caminho do Meio. de Lou Marinoff

“Trabalhe sua própria salvação. Não dependa dos outros.” Buda


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