Acordo todo dia as 5:30 da manhã com o rádio relógio na Transamérica. Começa tocando algo como Naftalina e as 6 da manhã entra um programa independente que se inicia com algumas palavras de auto ajuda daquelas bem resgate ao fundo do poço. Começa assim: Bom dia! Bom dia! Bom dia! Hoje é mais um dia que vai fazer a diferença em sua vida, só vc pode fazer seu dia virar história…. E aí ele começa a falar de pessoas que fizeram história morrendo no dia de hoje, de acontecimentos e fatos que marcaram o dia. Dá aquela sensação de que não tem problema em morrer hoje desde que morra fazendo algo que deva ser lembrado. Aí então entra uma série de notícias irônicas, aí que efetivamente já estou acordada e é a parte que gosto.
Comecei a ouvir este programa por um acaso, e da primeira vez em que ele lançou esse bom dia bom dia bom dia eu mudei, mas acabei voltando e me acostumei com esse programa.
Para todos que me conhecem bem sabem que sou a favor de qualquer tipo de leitura, inclusive estes livros de auto ajuda, até o pior deles. Acho que sempre pode ser útil de alguma forma, nem que seja para tirar apenas uma frase que vá caber em algum momento da minha vida. Pode parecer pequeno falar isso, mas assim como não tenho o menor problema em admitir que gosto de coisinhas fúteis posso dizer que as maiores mudanças na minha vida tiveram um pontapé de livro de auto ajuda.
Realmente essa pessoa que me fala pela manhã raramente me diz algo que posso aproveitar, pelo menos foi o que pensei. Mas foi aí então que me lembrei que por mais desprezo que posso ter ao acordar das palavras desse “Ser” cheio da boa vontade e ânimo ( que deve acordar as 3:30 da madrugada para fazer este programa) esqueci de algo que acredito e que realmente passa desapercebido: a tal PNL (Programação Neuro Linguistica). E então parei para pensar que poder estas palavras, que na minha ignorância, eu considero fracas tem afetado o meu dia a dia? Talvez muito mais do que eu tenha percebido, tenho que confessar. Mas não consigo agora com clareza definir o que me fez ser uma pessoa mais otimista, se eu teria evoluido dessa forma devido ao que vem acontecendo em minha vida, ou se realmente este programa me afetou de alguma maneira. Não pretendo deixar de ouvir este programa para fazer este teste (antes que alguém me venha com esta idéia) acho melhor não arriscar.
O que quero dizer com isso tudo ( e se vcs ouvirem este programa vão saber o que quero dizer), é que temos a arrogância de menosprezar o que nos parece fraco, fútil e até ridículo, quando na verdade não temos noção do que nos afeta ou não, positiva ou negativamente no nosso subconsciente.
Hoje pela manhã ele me veio com a frase que deve pertencer a Gandhi ( eu estava c muito sono e não lembro) em que falando de desapego dizia: ” Se você não pode doar o que possui é por que esta coisa é que possui você.” Vou pensar nesta frase e desenvolver, mas no próximo post… Isso vai além da minha capacidade de desapego! Preciso trabalhar isso para fazer justiça ao nome do blog.