Eu queria ser Budista!


A incredibilidade na instituição
janeiro 26, 2011, 1:26 pm
Filed under: Uncategorized

Volta e meia penso que deveria fazer parte de alguma instituição budista, aonde aprenderia mais, e principalmente pudesse ficar mais ambientadas com a prática e não somente a filosofia.
Nunca consegui por muito tempo fazer parte de alguma instituição religiosa pois me decepcionava fácil. E as desculpas sempre são as mesmas: Quando há pessoas envolvidas tudo pode acontecer. São seres humanos, com seus erros, egos exacerbados, diferentes pontos de vista etc…
Mas então, aonde estão os líderes que não intervém? Pois então, normalmente são exatamente estes líderes que mais tem problemas com poder.

Bom, ja vinha com essa idéia a bastante tempo, planejando qual templo começar a frequentar e nos benefícios que poderia me trazer.
Fui então fazer uma viagem, (não espiritual infelizmente) uma viagem a trabalho para Manaus. Por acaso minha colega de trabalho já havia durante muito tempo frequentado o Budismo Nitiren. E ao contrário de mim ela estava muito mais ambientada com as práticas, mantras e meditações do que com a filosofia em si. E sempre voltávamos a esse assunto de como seria bom nos aproximar dessa área novamente.
E numa maravilhosa coincidência tivemos nosso hotel invadido por um enorme grupo de rapazes que estavam vindo para um encontro do BSGI.
Conversamos então com um deles, que foi super solícito ao ver que estávamos interessadas em fazer parte de algum grupo.
Gisele ficou conversando com eles enquanto eu observava toda aquela movimentação. Os rapazes todos eufóricos, extremamente empolgados em nos dizer o quanto aquilo era bom, e no quanto nos faria bem. Eu entendo que quando temos algo que nos faz bem queremos compartilhar, demonstrar etc.
Bom, agradecemos ao solicito rapaz e subimos para o quarto. E de uma hora para outra todo aquele meu planejamento de voltar a frequentar uma instituição foi por água abaixo. Fiquei extremamente decepcionada apenas olhando de fora aqueles acontecimentos.
A minha pergunta é: O Budismo não prega o equilíbrio? A não euforia, a não expectativa? Como podemos iniciar algo justamente pensando em como isso irá melhorar nossas vidas? Nos benefícios que iremos ter?
A minha colega já havia me falado do templo que ela frequentava, e que realmente incomodava a ela quando sua orientadora dizia sem parar o quanto a meditação iria mudar sua vida, e que ela devia meditar sempre, e falava disso, segundo ela, com um intusiasmo quase fanático.
Ainda sinto vontade de frequentar algum lugar, parece que chegou o momento em que só a filosofia não está mais me bastando. Sei que tenho que trabalhar isso em mim e aprender a filtrar e tirar somente o que vai me fazer bem. Mas confesso que o meu grande medo é me decepcionar tanto com a religião a ponto de desistir também da filosofia.
Parece que as pessoas estão tão preocupadas em dizer o que frequentam e no que acreditam que esquecem completamente o que prega a filosofia e consequentemente esquecem de viver de acordo com ela. É uma pena.
Espero me surpreender, espero sinceramente encontrar um lugar aonde cobrem das pessoas essa filosofia, meditar é maravilhoso, os mantras são maravilhosos, as homenagens são lindas.
Mas a filosofia… Essa sim vale a pena, e é isso que pode nos mudar, que pode mudar o que está ao nosso redor.

Vou deixar então uma frase de um livro fenomenal que tenho lido: O Caminho do Meio. de Lou Marinoff

“Trabalhe sua própria salvação. Não dependa dos outros.” Buda



Por bem ou por mal
janeiro 25, 2011, 5:49 pm
Filed under: Uncategorized

Ja se passarm uns mil anos desde que escrevi o último post.
Enfim muita coisa aconteceu e tudo saiu do controle. Muito trabalho, muito estudo, muitos problemas e como sempre acontece, quando estamos no meio do olho do furacão não temos a menor noção de que direçao estamos seguindo. Obviamente a errada, sempre.
É incrível como nós seres humanos temos a capacidade de se desapegar de tudo que é saudável e vital quando mais precisamos. A situação vai piorando e aos poucos vamos deixando para trás todos os hábitos que nos mantinham de pé.
A yoga, comida saudável, leitura budista e claro desabafar no blog.
Nem vou começar com a conversa do estava sem tempo pois não convém… Não depois de inúmeras idas a médicos, zilhos de receitas de novos remédios e vários diagnósticos do tipo: Quem vc pensa que é minha filha? Mulher maravilha?? Desacelera! Pois então, levei bronca de todas as espécies de médicos disponíveis. As poucas horas de sono não me adiantavam mais e até o coração descompasou.. tudo para me dizer o que eu já sabia:
NADA VALE A PENA SEM EQUILÍBRIO!!
Não tem desculpa esfarrapada que possa ir contra esse princípio. Podemos dizer que é a sobrevivência, podemos dizer que são as contas a pagar, a viagem que queremos fazer, por a culpa em cima da responsabilidade que temos pelos filhos, pelo trabalho. Mas no fim alguma coisa dá errado, sempre!
Cheguei no meu limite, quebrei a cara e cá estou de volta. Fazendo o que gosto. Tentando me tornar uma budista, ou melhor: tentando seguir esta tal filosofia.



ah o apego…
fevereiro 5, 2010, 3:53 pm
Filed under: Uncategorized

Engraçado que eu pensei que esse fosse um dos temas do Budismo que eu dominava. Talvez o único dele que eu tivesse total controle. Pensei não ter apego por objetos, por lugares e até por pessoas. Doce equívoco meu!
Fui sucumbir ao insucesso como budista justamente com um mísero objeto. Meu aparelho celular. Aquele todo bonito e caro o qual eu deixava largado por aí com total desprezo. Total mesmo, sempre fiz questão de falar que eu não tinha apego as minhas coisas, nem ao meu celular, que não me afetaria em nada a perda dele.
Paguei pela língua…
Ele sumiu, foi roubado, abduzido… enfim, me deixou.
Isso já fez mais de um mês e ainda assim lembro dele como se fosse uma pessoa, uma pessoa a qual eu desprezei e ignorei quando me servia muito bem e só agora que ela se foi consigo ver com clareza a importância que tinha em minha vida. O quanto tornava minha vida mais fácil e feliz, mais simples. Lembro dele a todo momento. Dele e de suas qualidades (que eram muitas) sempre que tenho dificuldade com meu novo aparelho dói o peito com uma sensação de culpa, culpa por não ter dado o valor devido a quem sempre tornou minhas ligações mais fáceis. Tento desapegar, mas está difícil. Sei que nunca terei um telefone como ele, pois além de caro ele era muito grande e pesado, bem antiquado, daqueles que não gastamos para ter a menos que a empresa nos dê.
Que esse post sirva de adeus a minha querida rapadura (como era chamado meu celular pelos íntimos), e que eu consiga como uma boa pseudo budista encontrar o caminho do meio: não me apegar, mas também jamais desprezar.
Vou transformar todo esse apego em uma boa lição para o que tenho hoje em minha vida. Dar valor ao que tenho ou melhor… ao que faz parte atualmente da minha vida (aê.. to aprendendo) e quando o que faz parte da minha vida se for, deixar seguir seu caminho… por que tudo acontece por um motivo. SEMPRE!



Vai entender…
dezembro 21, 2009, 2:08 pm
Filed under: Uncategorized

Fui passear ontem no shopping… lógico que não foi um passeio, mas sim um desafio, vou chamar de gincana de Natal. Sim, por que ir ao Barra Shopping domingo a noite nas vésperas do Natal pode ser comparado a uma gincana, quase um Amazing Race. E obviamnete para isso tratei de tomar antes uma boa quantidade de cerveja para me amortecer das possiveis pancadas, pisões e etc…
Depois das tarefas cumpridas passei com meu namorado em frente a uma loja da Mont Blanc. E eu que sou de cair em pilha caí na pilha do meu namorado de entrar e perguntar o quanto custa uma tinteira com detalhes em cerâmica e ponta de ouro (e tive que ouvir da vendedora que todas tinteiras tem a ponta de ouro).
Bom, não queria muito entrar para perguntar primeiro porque jamais gastaria tanto dinheiro com uma jóia, sim, porque estas canetas nada mais são que jóias masculinas. E depois por que não queria encaroçar a pobre vendedora fazendo de conta que eu realmente queria comprar a caneta. Não queria esse Carma para mim.
Mas pessoas alcolizadas não pensam então resolvi entrar, achando que iria encaroçar a mulher acabei sendo encaroçada… ela me prendeu lá por quase meia hora, me explicando todos os detalhes da caneta e tentando justificar (sem eu pedir) as razões de uma caneta como esta ser tão cara. Só para constar, a curiosidade era só por que ouvimos falar que foi a caneta escolhida por um grupo Chinês para presentear os clientes em uma assinatura de contrato. Como no ramo de petróleo todas as cifras são exorbitantes até que a caneta não me pareceu tão cara assim.
E sim! Eu trabalho em uma empresa de Petróleo! Sei que isto vai contra o que tento ser, mas não só paga minhas contas como posso fazer de conta que estou apenas me infiltrando, tentar modificar o sistema de dentro. E dizer que trabalho na área de compras acredito que só piore as coisas não é mesmo… pior se fosse no jurídico.
De qualquer forma… Quando estava quase saindo da loja me deparo com uma belíssima caneta de colecionador, valor: 15 mil, branca com um Rubi encrustado.. e adivinha qual nome levava a caneta? MAHATMA GANDHI!!!
Não preciso dizer nada… deixo vocês com bons momentos de reflexão!



Por que os seres humanos me cansam?
outubro 8, 2009, 5:29 pm
Filed under: Uncategorized

Tema bom esse para entender de vez que tenho ainda longos passos a percorrer até me aproximar de Buda.
Quer coisa mais arrogante do que cansar das pessoas? Mas é pior do que vocês estão pensando. Não canso de uma pessoa, de um tipo ou algo parecido. Dependendo da época canso de todo o meio em que vivem. Tento entender se isso está relacionado a algum tipo de depressão, a uma TPM talvez (que até pouco tempo atrás eu me orgulhava em não ter).
Vou explicar: Existe época em que até almoçar em um restaurante sozinha me incomoda. Sentar ao lado de outras pessoas e prestar atenção nas conversas, que são sempre as mesmas, me incomoda a um certo ponto de fazer aquele olhar de desprezo (por dentro claro). Será possível que as conversas são sempre as mesmas, os problemas os mesmos. Pseudo-filósofos tentando confabular sobre o sentido da vida… os tais piscólogos de amigos tentando resolver problemas alheios etc… Nada muda. E me cansa ouvir, o que eu diria que nem sempre são problemas, as vezes as pessoas também falam sobre coisas positivas, mas um positivismo quase que “herbalifiano” (quem conhece um vendedor sabe o que eu falo) resumindo: maçante.
Quer mais arrogância do que fazer este tipo de comentário? Ainda mais vindo de mim que confesso adorar livros de auto-ajuda. Me incomoda sentir o que sinto. Como se eu não me encaixase ao meio, como se eu estivesse acima dessa tal robotização que virou a vida.
Prometo que este é o ultimo desabafo em relação a isso. Por que eu sei, tá! Que um bom Budista não fala mal dos outros, muito menos de uma populção inteira.
Mas precisava escrever sobre isso esperando que algum de vocês (se alguém ler claro) possa talvez simpatizar com o meu problema ou apenas me criticar.
Existe um livro que não sei se é de Freud Reich ou Jung (ou dos três juntos) que fala sobre a teoria das personalidades, em que define alguns tipos de pessoas e suas personalidades, e que nada difere muito daqueles tipos, como padrões. E obviamente (ao meu entender de óbvio) se existem padrões de personalidades existem também padrões de acontecimentos, pensamentos e etc… Então nada mais natural que as histórias se repitam, o que concluo que ao ouvir a mesma história mais de uma vez eu me canse. Será então que presto mais atenção a vida dos outros que deveria? Por que eu me canso e os outros não? (Você sabe que fiz essa pergunta com ar de superior não sabe?? bad girl!!)
Estou particularmente cansada das pessoas do ambiente coorporativo ultimamente. Acho tão forçado aquela busca por conhecimento, o intusiasmo relacionado as áreas em que trabalham como se gostasem mais do trabalho do que da família esperando em casa, da viagem que vão fazer nas férias. Tudo tão visivelmente forçado para fazer os outros acreditarem que estão realmente dispostos a vender a alma para subir na vida.
Qual o problema com o trabalhar para pagar as contas? Ou até mesmo trabalhar por um ideal? Vejo o quanto estas pessoas que trabalham sem empolgação são desprezados por todo o resto. Como se fosse um crime achar alguma outra área da vida mais interessante.
Talvez seja novamente arrogância minha pensar que estas pessoas não possam estar verdadeiramente empolgadas com suas “carreiras”. Mas é que me soa tão pequeno acreditar que somos meras formiguinhas presas a esquemas e padrões que as vezes me cansa.
Ou talvez façamos parte de padrões de meios e eu apenas ainda não encontrei meu meio. Concluindo: eu aqui pensando estar sendo superior e arrogante quando na verdade pode ser que eu sou apenas aquela menina deslocada falando mal daqueles que estão brincando e se divertindo. Como eu queria ser Budista!



Sentimentalismo ou Carma acumulado?
outubro 5, 2009, 5:15 pm
Filed under: Uncategorized

Meu trabalho anterior exigia de mim ir pelo menos uma vez ao mês a Mossoró RN, e para quem conhece sabe que para lá (pelo menos até pouco tempo) não tem vôo. Então íamos para Natal, normalmente a noite e pegávamos a estrada (4 horas, as vezes 5, com o famoso motorista Ximenes) de madrugada. Mesmo depois de reformada é uma estrada bastante perigosa e sempre, mas sempre estávamos atrasados para pegar o vôo de volta Natal-Rio.
Num desses dias de atraso pegamos um mega engarrafamento e ficamos hiper aborrecidos com a possibilidade de perder o vôo. O engarrafamento foi causado por um terrível acidente em que um motoqueiro, um rapaz até bem sucedido resolveu se matar e jogar a moto na frente de um caminhão que pegou fogo. Foi uma cena horrível. A medida que o trânsito fluiu tratamos de acelerar o máximo que podíamos para tentarmos chegar a tempo ao aeroporto. Quando estávamos já a uma certa velocidade, e esbravejando um bocado por estarmos atrasados (graças ao acidente) eis que surge à nossa frente um caminhão desses de carga de animais, capotando, como se fosse de brinquedo. Conseguimos frear a menos de 50 metros de sermos atingidos pelo caminhão. A menina que estava ao meu lado gritava histérica ao ver aqueles cavalos, cada um valendo 20 mil rolando também na pista.
Um minuto a frente, e sem sombra de dúvida, não estaríamos mais aqui.
Teria aquele acidente do rapaz de moto salvo nossas vidas? Estaria esse pobre rapaz em depressão envolvido em nosso destino por algum motivo a ponto dele ter que morrer para impedir esse acidente? Ou será que é tudo tão bem arquitetado que todos estamos envolvidos, algo como uma grande orquestra talvez. Para mim tudo sempre acontece por um motivo, depois desse acidente mais do que nunca aprendi a não reclamar de acontecimentos que consideramos ruins. Nunca sabemos o que esta por vir.
Porém (tem que ter um porém) o que não sei é se o que acontece é na verdade para pagarmos algo que fizemos no passado ou se para nos prepararmos para algo que ainda está por vir. Não sou daquela pessoa super otimista que pensa que tudo vai melhorar como não sou a favor da lei de Murfy, que diz que tudo sempre pode piorar. Acredito que a vida é feita de mudanças, sempre, e que a graça está justamente em não sabermos o que está por acontecer. Assim como momentos ruins vão e vem, momentos bons também virão e são estes momentos bons (que sei que vão chegar) em que penso quando algo ruim acontece. Não me considero nenhuma Polyana alheia aos problemas, e nem acho que tudo necessariamente tem que mudar para melhor, penso apenas que as coisas mudam e com isso podemos contar sempre. É como assistir a um filme em que podemos interagir, mas não modificar o final.
Quanto ao Carma, se ele existe e para que ele serve eu não faço idéia mas é super intrigante quando nos deparamos com uma série de acontecimentos desastrosos, um dia daqueles em que só pensamos em voltar para debaixo das cobertas, um mês daqueles em que o nosso maior desejo é hibernar, ou um ano do tipo em que tudo o que mais desejamos é voltar para o útero da nossa mãe. Adoraria saber qual a lógica que rege isso tudo. Se é que existe uma. Existem dias em que nem você mesmo acredita na quantidade de dificuldade que está passando e na sequência de coisas erradas que se sucedem. Porém como uma boa semi-cética (gostou do semi? tentando evoluir) sempre acabo pensando se estamos pagando algum carma ou se estamos apenas colhendo um reflexo de alguma escolha que fizemos, sem necessariamente estarmos “pagando” por alguma coisa. Seria isso o carma dos céticos? Então aonde se encaixa a frase: O que eu fiz para merecer isso? Daí me lembro que quando estava na moda o famoso jargão: “Ninguém merece” eu sempre era a primeira a dizer: -Ah! Merece! Você não sabe o que fez mas deve merecer!
Sempre acho que se o meu dia está um desastre é por que era exatamente assim que ele deveria estar. E é melhor aceitar. Mas só para não fugir do título e aonde eu quero chegar: me peguei pensando na semana passada (quando comecei a escrever este post) que acontecimentos bons ou ruins são só acontecimentos e que talvez a sensação de que estejamos pagando algum carma seja mero sentimentalismo. Isso talvez poderia explicar o por que de pessoas se suicidarem pela perda de um emprego enquanto outras seguem adiante com a perda de uma vida inteira, casa, família, dinheiro. Seria melhor culpar o Carma e aceitar o que está por vir ou tomar um prozac cada vez que um dia desses aparece? Talvez eu acredite um pouco na roda da vida, em carma etc… De qualquer forma prefiro cuidar dos meus atos bem de pertinho e tentar prever um dia como esse ou quem sabe evitar (sem o auxilio de um remédio, de preferência).



A little to much!!
agosto 28, 2009, 12:33 pm
Filed under: auto ajuda, Uncategorized

Acordo todo dia as 5:30 da manhã com o rádio relógio na Transamérica. Começa tocando algo como Naftalina e as 6 da manhã entra um programa independente que se inicia com algumas palavras de auto ajuda daquelas bem resgate ao fundo do poço. Começa assim: Bom dia! Bom dia! Bom dia! Hoje é mais um dia que vai fazer a diferença em sua vida, só vc pode fazer seu dia virar história…. E aí ele começa a falar de pessoas que fizeram história morrendo no dia de hoje, de acontecimentos e fatos que marcaram o dia. Dá aquela sensação de que não tem problema em morrer hoje desde que morra fazendo algo que deva ser lembrado. Aí então entra uma série de notícias irônicas, aí que efetivamente já estou acordada e é a parte que gosto.

Comecei a ouvir este programa por um acaso, e da primeira vez em que ele lançou esse bom dia bom dia bom dia eu mudei, mas acabei voltando e me acostumei com esse programa.

Para todos que me conhecem bem sabem que sou a favor de qualquer tipo de leitura, inclusive estes livros de auto ajuda, até o pior deles. Acho que sempre pode ser útil de alguma forma, nem que seja para tirar apenas uma frase que vá caber em algum momento da minha vida. Pode parecer pequeno falar isso, mas assim como não tenho o menor problema em admitir que gosto de coisinhas fúteis posso dizer que as maiores mudanças na minha vida tiveram um pontapé de livro de auto ajuda.

Realmente essa pessoa que me fala pela manhã raramente me diz algo que posso aproveitar, pelo menos foi o que pensei. Mas foi aí então que me lembrei que por mais desprezo que posso ter ao acordar das palavras desse “Ser” cheio da boa vontade e ânimo ( que deve acordar as 3:30 da madrugada para fazer este programa) esqueci de algo que acredito e que realmente passa desapercebido: a tal PNL (Programação Neuro Linguistica). E então parei para pensar que poder estas palavras, que na minha ignorância, eu considero fracas tem afetado o meu dia a dia? Talvez muito mais do que eu tenha percebido, tenho que confessar. Mas não consigo agora com clareza definir o que me fez ser uma pessoa mais otimista, se eu teria evoluido dessa forma devido ao que vem acontecendo em minha vida, ou se realmente este programa me afetou de alguma maneira. Não pretendo deixar de ouvir este programa para fazer este teste (antes que alguém me venha com esta idéia) acho melhor não arriscar.

O que quero dizer com isso tudo ( e se vcs ouvirem este programa vão saber o que quero dizer), é que temos a arrogância de menosprezar o que nos parece fraco, fútil e até ridículo, quando na verdade não temos noção do que nos afeta ou não, positiva ou negativamente no nosso subconsciente.

Hoje pela manhã ele me veio com a frase que deve pertencer a Gandhi ( eu estava c muito sono e não lembro) em que falando de desapego dizia: ” Se você não pode doar o que possui é por que esta coisa é que possui você.”  Vou pensar nesta frase e desenvolver, mas no próximo post…  Isso vai além da minha capacidade de desapego! Preciso trabalhar isso para fazer justiça ao nome do blog.



3 minutos no máximo!!
agosto 19, 2009, 7:03 pm
Filed under: Uncategorized

É mais do que suficiente para remoer um sofrimento.

Um dia ainda chego no objetivo que é o de não sofrer por algo que não pode ser mudado, ou algo que pode ser mudado mas corrói a alma, algo que tire o sorriso do rosto ou simplesmente algo que não sabemos como lidar. Enquanto isso pretendo limitar meu tempo para no máximo 3 minutos de sofrimento (ainda não estipulei quantas vezes ao dia).

As pessoas costumam achar que sou pessimista quando lanço a famosa frase: “Aproveita que tudo pode piorar” . Discordo que seja pessimismo, não devemos viver no futuro e sim no presente, e a partir do momento em que sabemos que o presente poderia sim estar pior temos que nos sentir aliviados e minimizar o que acontece. Desculpem, mas acho sim que isso é uma atitude hiper otimista.

Mas a frase que mais gosto e vou adotar de agora em diante foi dita por uma  muito querida amiga que mora em Cabo frio, a Mirian. Que disse para minha irmã (Alessandra) que a propósito é uma pessoa que raramente expressa suas fraquezas e sofrimentos. Em um desabafo de uma pessoa que nunca desabafa, e ela foi desabafar logo com a Mirian… tsk tsk tsk  a Mirian vira para ela (antes mesmo do desabafo terminar) e solta: “Levanta essa cabeça!! Nunca te vi assim! Pode parar com essa merda!” E então minha prima/irmã engoliu seco, respirou fundo e parou o momento pequeno-desabafo-de-quem-nunca-desabafa que ela estava passando.

Parece cruel, insensível, frio. Mas é só a Mirian e o jeito bola-pra-frente dela. Quem a conhece sabe do que estou falando. Nunca vi alguém desenvolver tantas atividades ao mesmo tempo.

É esta frase que quero adotar. Inconscientemente já a adoto a algum tempo. Sou racional demais para mergulhar em sofrimento. Acho ridiculo sofrer por algo que eu sei que vai passar. Coração partido, perda de emprego, essas chateações corriqueiras, até a mais séria delas, eu me sinto um tanto quanto ridícula gastando tempo com algo que sei que vai passar. Dizem que não é bom represar sentimento, que se torna doença etc… Mas e sofrer? Além de causar mal faz com que percamos um tempo precioso, que poderia estar sendo gasto até assistindo tv (poderia ter dito, passando tempo c quem amamos, brincando c nossos filhos, mas quis dizer que até a coisa mais banal vale mais a pena).

Só para deixar claro a nova política: se o sentimento é de raiva e direcionado a alguém, guarde! Não despejar nos outros sentimentos ruins, por mais certo que você esteja. Sempre existe uma maneira mais suave para dizer as coisas. Tome atitudes ao invés de pensar nelas, atitudes gastam menos tempo do que pensamentos, mas se as atitudes forem ruins, engula-as e as coloque em um cantinho que vc jamais vá olhar e SE RECUSE a pensar no que vc não fez.

Apesar de eu já adotar a tal frase do “Levanta a cabeça e olha para frente!” tenho um fundo melancólico e gosto muito de pensar sobre o problema então fico presa no limbo dos pensamentos entre o “jogar fora” e o “o que é que eu faço agora?” 

Hoje já tive meus 3 min. no chuveiro da academia. E vou te falar que até que fiquei orgulhosa da minha evolução devido ao inferno astral que tenho passado. Estou com aquele sentimento de que não está tão ruim assim. Desabei no chuveiro, por 3 min, chorei tudo que podia respirei fundo e fui passar o condicionador. Tenho coisa melhor a fazer!



Expectativas
julho 26, 2009, 2:23 am
Filed under: Uncategorized

Lembro de ter lido uma vez um ditado Budista que dizia “Felicidade é igual a ………….. menos expectativa” . Não me lembro de maneira nenhuma qual era a palavra do meio e sem dúvida essa palavra é a que mais faz falta. Lembro de concordar com esse ditado. Aliás, este ditado faz com que me sinta cheia de fraquezas apenas pelo fato de não conseguir por em prática.

Como viver sem expectativas? Tenho para mim como verdade absoluta que este é o caminho para a felicidade, então tento viver com um post-it colado com esta frase dentro da minha cabeça (apesar de eu nem lembrar da frase toda). Mas o que importa é o conceito e este eu entendo e acredito.

Sabe que eu acho que estava até indo bem com esta fase de não expectativa em minha vida. Mas não sei o que aconteceu.. talvez a cola do post-it foi-se embora e ele caiu. E cá estou eu com esta onda de expectativas me atormentando.

Veja bem, não confunda expectativa (ex.pec.ta.ti.va
sf (lat exspectare+ivo) 1 Situação de quem espera uma probabilidade ou uma realização em tempo anunciado ou conhecido. 2 Esperança, baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas. 3 Estado de quem espera um bem que se deseja e cuja realização se julga provável. 4 Probabilidade. E. de direito: possibilidade de alguém obter vantagens ainda não definidas).  

 Com ansiedade ( an.si.e.da.de
sf (lat anxietate) 1 Aflição, angústia, ânsia. 2 Psicol Atitude emotiva concernente ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago adquirido especialmente por generalização de estímulos. 3 Desejo ardente ou veemente. 4 Impaciência, insofrimento, sofreguidão.)

São coisas muito distintas e normalmente a expectativa está relacionada a alguém ou alguma coisa. Mas como viver sem ela? Devemos fingir que não queríamos aquilo que não aconteceu? Que nem fazíamos questão. A questão é: não deveríamos querer, é no querer que está a expectativa. E muito menos jogar essa responsabilidade de algo que queremos em outra pessoa. 

Mas a expectativa é sorrateira, fingimos que ela não existe e vamos ignorando os acontecimentos não acontecidos  e as pequenas coisa que foram deixadas de lado, os pequenos sonhos (que nada mais é do que expectativa disfarçada). E quando menos percebemos damos de cara com ela. Bem ali apertando o peito e enchendo sua vida de uma tristeza que nem ao menos existe . Por que se existe, já virou frustração, e não mais expectativa.

Concordando com este aspecto de que expectativa é algo realmente muito, muito ruim, este post não pode ir para a categoria de inconcordância e inconformidade com o Budismo mas sim para a de algo que eu anseio em mudar na minha vida com a máxima urgência (an.sei.o
sm (de ansiar) 1 Ato ou efeito de ansiar. 2 Desejo veemente. 3 Ambição.).
E quem sabe assim ganhar alguns pontinhos em ser uma pessoa mais coerente.

Mas sabe o que mais me incomoda na expectativa, pelo menos nas que eu costumo criar? É o fato de que ela raramente é externada e sempre direcionada a alguém, e funciona como uma pontuação de prova de ensino médio, não importa o quão bem você se saiu nas primeiras provas, por que as provas finais tem peso 4 e se ficar em mais de 3 já está reprovado. Muito complicado não?! Eu não gostaria de estar do outro lado.

Sem dúvida isto é algo que quero mudar, só ainda não decidi se mudo evitando toda e qualquer expectativa ou se apenas vou começar a expor elas por aí em alto e bom som para dar  aos outros a escolha de não me decepcionar.

Felicida = ………….. – expectativa. Não lembro mesmo a palavra do meio mas concluo o seguinte.

Expectativa = frustração.



E!???
julho 14, 2009, 4:39 pm
Filed under: Uncategorized

Lembra que falei que não gostaria de largar minhas futilidades?

Pois é, ontem larguei uma delas… ok, fui obrigada. Por medidas de contenção de gastos diminuí o máximo que pude minha programação da TV a cabo. Mas chorei tanto com o atendente bonzinho que ele ainda me deu um período de degustação de um monte de canais.

O período acabou ontem! Cheguei em casa sozinha (namorado viajando, filho na casa do pai) peguei meu lanchinho e sentei na frente da TV. Me bateu aquela melancolia, não tinha mais meu canal predileto. Não estava triste pela falta de todos os canais de filmes, não não. Era o E! Não estava mais lá. Por mais que eu tivesse repensado esta situação pensei que nunca chegaria este momento.

Eu gosto… gosto sim. Posso admitir isso sem vergonha. E gosto dos programas mais fúteis que possam existir. The girls from the Playboy.. Sunset Tan, Dr Hol….

Não sou fútil, mas gosto da futilidade. Da simplicidade de ser fútil, da falta de compromisso, da ignorância aos assuntos que nos preocupam todos os dias, da inocência talvez até proposital das cabecinhas menos privilegiadas.

Costumo com frequência trocar um telejornal pelas últimas notícias do Big brother (A fazenda é a bola da vez). Globo.com? Entre a coluna da esquerda em que a mulher matou o marido a facadas e a da direita: Gisele e Tom Brady… fico com a Gisele. Sempre!! Passo horas olhando esse casal lindo, Tom e Gisele saindo do restaurante. Tom e gisele na piscina do hotel. Tom e gisele casando!! É crime querer olhar gente bonita, alegre e sorridente? Desculpe se não quero ver o pai que jogou a filha pela janela, o onibus que atropelou a menina, o tiroteio que tirou a vida de uma pobre menina no dia do seu aniversário. Não preciso alimentar meu dia a dia com a tristesa de outras pessoas. Horrível falar isso? Poderia ser comigo? Eu sei. Poderia ser a minha família. Mas me recuso a passar os meus dias felizes com medo de que a próxima seja eu. Se para isto eu tenha que me alienar e me “futilizar” que seja!

Saudades enormes do E! daquelas meninas cor de rosa e seus cabelos bem tratados.




Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.